Uso excessivo de telas: como afeta atenção, memória e saúde emocional
Por Marcelly Pimentel, Neuropsicóloga
Vivemos em uma era digital, e as telas fazem parte do nosso cotidiano. No entanto, o uso excessivo — especialmente em crianças e adolescentes — pode ter impactos significativos sobre atenção, memória, sono e saúde emocional. Compreender esses efeitos é fundamental para encontrar um equilíbrio saudável. Em nosso consultório em Jardim Londrina, São Paulo, frequentemente avaliamos e orientamos famílias sobre essa questão.
Como as telas afetam o cérebro?
Dispositivos digitais são projetados para capturar e manter nossa atenção por meio de estímulos constantes: notificações, cores vibrantes, recompensas imediatas. Isso pode treinar o cérebro a preferir estímulos rápidos e intensos, dificultando a concentração em atividades que exigem esforço sustentado.
Estudos sugerem que o uso excessivo de telas pode estar associado a alterações na estrutura e no funcionamento cerebral, especialmente em regiões ligadas ao controle de impulsos, atenção e regulação emocional.
Impactos na atenção e memória
A exposição prolongada a múltiplos estímulos simultâneos (multitarefa digital) pode fragmentar a atenção e reduzir a capacidade de foco. Além disso, quando as informações são consumidas passivamente e em alta velocidade, a consolidação na memória de longo prazo pode ficar prejudicada.
Em crianças em desenvolvimento, esses efeitos podem ser ainda mais pronunciados, interferindo no aprendizado escolar e na aquisição de habilidades fundamentais.
Efeitos no sono e nas emoções
A luz azul emitida pelas telas pode interferir na produção de melatonina, o hormônio do sono. O uso de dispositivos à noite está associado a dificuldade para adormecer, sono de menor qualidade e sonolência diurna.
Além disso, o uso de redes sociais pode impactar a saúde emocional: comparações sociais, cyberbullying e a constante busca por validação podem contribuir para ansiedade e baixa autoestima, especialmente em adolescentes.
Sinais de alerta e o que fazer
Alguns sinais de que o uso de telas pode estar excessivo incluem: irritabilidade quando afastado do dispositivo, dificuldade em se concentrar em outras atividades, prejuízo no rendimento escolar ou profissional, e alterações no sono.
Estratégias para um uso mais saudável incluem: estabelecer limites de tempo claros, criar zonas livres de telas (como o quarto), priorizar atividades offline, e ser modelo de uso consciente. Em alguns casos, a orientação profissional pode ajudar a família a implementar mudanças de forma efetiva.
O uso de telas não precisa ser vilão, mas o equilíbrio é fundamental. Se você percebe que os dispositivos digitais estão interferindo na atenção, no sono ou no bem-estar emocional — seu ou de seus filhos —, buscar orientação profissional pode fazer a diferença. Atendemos em Jardim Londrina, São Paulo.
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